Saúde e Ciência

Calendário astronômico: os eventos para se observar nos céus em 2021

Olhar para o céu trará algumas recompensas em 2021.

O novo ano terá um eclipse lunar parcial que será visível no México, América Central e parte da América do Sul (infelizmente não no Brasil), bem como um eclipse solar total e as tradicionais chuvas de meteoros.

Além das três superluas, outras datas a destacar dizem respeito à exploração espacial, com o lançamento de missões e a chegada de algumas sondas ao seu destino.

  • ‘Superlua’; entenda o fenômeno

Este é um calendário dos eventos astronômicos mais importantes de 2021, com uma explicação de onde eles serão visíveis.

2 de 5 Vista geral do eclipse solar parcial da cidade de Santo André, na grande São Paulo, nesta segunda-feira, 14 de dezembro de 2020. — Foto: DEIVIDI CORREA/ESTADÃO CONTEÚDO

Vista geral do eclipse solar parcial da cidade de Santo André, na grande São Paulo, nesta segunda-feira, 14 de dezembro de 2020. — Foto: DEIVIDI CORREA/ESTADÃO CONTEÚDO

Em 2021, apenas dois quatro eclipses que ocorrerão serão vistos na América Latina. Os outros três serão vistos de forma limitada na região.

  • Veja FOTOS do eclipse solar total na América do Sul, em dezembro de 2020

26 de maio, eclipse lunar total. Nesta data o satélite natural da Terra vai passar pela sombra (umbra) do planeta.

À medida que isso acontece, a Lua vai escurecendo gradualmente. Neste ano, por coincidir com o fenômeno da superlua, cuja face parece maior e mais brilhante devido à sua proximidade com a Terra, o eclipse deve ser mais atraente.

O eclipse poderá ser totalmente apreciado em países do Pacífico e Leste Asiático, Austrália e oeste da América do Norte. Mas em México, Chile e Argentina, a visão será parcial.

10 de junho, eclipse anular do Sol. Quando a Lua ficar entre a Terra e o Sol nesta data, ocorrerá um eclipse. O resultado será um anel de luz solar. No entanto, o eclipse será parcial, e não total.

Este show será visível no Canadá, Rússia e no Oceano Ártico. E parcialmente no nordeste dos EUA e na Europa.

19 de novembro, eclipse lunar parcial. Eclipses como este ocorrem quando a Lua passa parcialmente pela sombra da Terra (penumbra) e apenas parte do satélite passa pela sombra mais escura (umbra).

Será visível no México, América Central e na parte mais noroeste da América do Sul, em certas partes da Colômbia, Equador e Peru. Também nos EUA, Canadá e leste da Rússia.

4 de dezembro, eclipse total do Sol. Embora seja o espetáculo mais esperado do gênero, como a Lua bloqueia totalmente a luz do Sol e gera trevas, será um eclipse visível apenas em algumas áreas remotas, entre outras, da Antártica, a Atlântico Sul e parte do extremo sul da África.

3 de 5 A chuva de meteoros Orionids é proveniente das fragmentos do cometa Halley — Foto: Observatório Heller & Jung/Divulgação

A chuva de meteoros Orionids é proveniente das fragmentos do cometa Halley — Foto: Observatório Heller & Jung/Divulgação

Como todos os anos, quando a órbita da Terra passa perto dos restos de gelo, poeira e partículas que os cometas perdem após sua última aproximação do Sol, ocorrerá o fenômeno conhecido como “chuva de meteoros” ou “estrela cadente”.

Na realidade, consiste na passagem de meteoros pela atmosfera. Quando queimados, eles produzem o conhecido efeito visual, linhas de luz que cruzam o céu. Se sobrevivem e chegam ao solo, as rochas são chamadas de meteoritos.

Essas chuvas podem ser vistas em quase qualquer lugar do mundo, em lugares com pouca iluminação artificial e uma ampla faixa de horizonte.

Os dias para apreciar as diferentes chuvas de meteoros, que recebem os nomes das constelações em que são geradas, serão os seguintes:

  • 3 de janeiro: Quadrantídeos.
  • 22 de abril: Lírico.
  • 4 de maio: Eta aquarídeos.
  • 27 de julho: Aquarídeos delta.
  • 12 de agosto: Perseidas.
  • 7 de outubro: Draconídeos.
  • 21 de outubro: Orionidas.
  • 5 de novembro: Taurídeos do Sul.
  • 12 de novembro: Taurídeos do Norte.
  • 17 de novembro: Leônidas.
  • 19 de novembro: Geminidas.
  • 22 de dezembro: Ursidas.

4 de 5 Superlua rosa é vista por trás do Portão de Brandenburgo, em Berlim, em imagem de arquivo de 2020 — Foto: Reuters/Annegret Hilse

Superlua rosa é vista por trás do Portão de Brandenburgo, em Berlim, em imagem de arquivo de 2020 — Foto: Reuters/Annegret Hilse

Uma “superlua” ocorre quando a órbita da Lua está mais próxima (perigeu) da Terra ao mesmo tempo em que está cheia. No novo ano ocorrerão três “superluas”, que costumam ter nomes curiosos por sua cor ou motivo.

  • 8 de abril: Lua Super “rosa”.
  • 26 de maio: lua cheia das “flores”.
  • 24 de junho: lua super de “morango”.

5 de 5 Foto mostra foguete Longa Marcha-5 levandoa sonda Chang’e 5 em imagem de novembro de 2020 — Foto: Mark Schiefelbein/AP

Foto mostra foguete Longa Marcha-5 levandoa sonda Chang’e 5 em imagem de novembro de 2020 — Foto: Mark Schiefelbein/AP

2021 também será um ano marcante na exploração espacial, pois algumas missões atingirão seu objetivo, enquanto outras serão lançadas.

Se tudo correr bem, estas são as datas programadas:

  • 18 de fevereiro: a sonda Perseverance da NASA chega à cratera Jezero em Marte.
  • Fevereiro (dia a ser determinado): chegada da sonda chinesa Tianwen-1 à planície Utopia Planitia de Marte.
  • 22 de julho: NASA lança missão DART aos asteróides Didymos e Dimorphos, com o objetivo de desviá-los, algo que nunca foi feito.
  • 16 de outubro: a NASA lança a missão Lucy para explorar sete asteroides de Tróia que flutuam na órbita de Júpiter e são material primordial de outros planetas, em uma tentativa de decifrar a formação do Sistema Solar.
  • 31 de outubro: A Agência Espacial Europeia, a NASA e sua contraparte canadense lançarão o telescópio James Webb, o mais avançado observatório espacial que substituirá o histórico telescópio Hubble.

Veja mais sobre ASTRONOMIA e EXPLORAÇÃO ESPACIAL


Fonte: G1 – Editoria Ciência e Saúde

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