Política

PSL e DEM repudiam discurso de Bolsonaro no 7 de setembro em nota conjunta; legendas negociam fusão

O PSL e o DEM publicaram, nesta quarta-feira (8), uma nota conjunta repudiando “com veemência” o discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a apoiadores na Esplanada, em Brasília, e na Avenida Paulista, em São Paulo. É a primeira ação pública em conjunto das legendas, que estão negociando uma fusão para se posicionar nas eleições presidenciais em 2022.

  • Bolsonaro diz que não cumprirá mais decisões do ministro do STF

No texto, os dois partidos dizem que ” a liberdade é o principal instrumento democrático e não pode ser usada para fins de discórdia, disseminação de ódio, nem ameaças aos pilares da própria democracia”. Veja a íntegra:

O PSL e o DEM entendem que a liberdade é o principal instrumento democrático e não pode ser usada para fins de discórdia, disseminação de ódio, nem ameaças aos pilares da própria democracia. Por isso, repudiamos com veemência o discurso do senhor presidente da República ao insurgir-se contra as instituiçōes de nosso país.
Hoje se torna imperativo darmos um basta nas tensões políticas, nos ódios, conflitos e desentendimentos que colocam em xeque a Democracia brasileira e nos impedem de darmos respostas efetivas os milhões de pais e mães de família angustiados com a inflação dos alimentos, da energia, do gás de cozinha, com o desemprego e a inconstância da renda. Não existe independência onde ao cidadão não se garantem as condições para uma vida digna. O Brasil real pede respostas enérgicas e imediatas. Coloquemos as mãos à obra.

Os dois partidos negociam uma fusão pelo menos desde 2019, quando o PSL aguarda saída de Bolsonaro para avançar em conversas de fusão com DEM, mas as conversas se intensificaram nas últimas semanas. Segundo o jornal ” O Globo”, a expectativa é que o DEM discuta o tema com seus principais quadros em uma reunião da Executiva Nacional nas próximas semanas — dirigentes da sigla listam as vantagens dessa união a fim de convencer outras lideranças a aceitá-la.

Em Brasília, fez uma ameaça ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, sem mencionar o Poder Judiciário. Disse que, se Fux não enquadrar Alexandre de Moraes, “esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”.

Já em São Paulo, o presidente Bolsonaro afirmou que não vai mais cumprir as decisões de Moraes, além de voltar a atacar o sistema eleitoral brasileiro e governadores e prefeitos que tomaram medidas de combate ao coronavírus.

Veja no JG: Bolsonaro ataca TSE e STF em atos a favor do governo


Fonte: G1 – Política

Portal G1

Portal de Notícias da Globo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo