Política

Novo ministro da Justiça se reúne nesta quarta com delegado que assumirá comando da PF

O recém-empossado ministro da Justiça, Anderson Torres, se reunirá nesta quarta-feira (7) com o novo diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino. O encontro será às 14h30, na sede do Ministério da Justiça, e o ex-diretor-geral Rolando de Souza também deve participar.

Ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres tomou posse nesta terça (6). Horas depois, anunciou a troca no comando da PF. Paulo Maiurino é delegado, já chefiou a Interpol no Brasil e atuou como secretário de Segurança do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ao anunciar a troca no comando da PF, Torres escreveu em uma rede social: “Agradeço ao Dr. Rolando Souza pelo período em que esteve à frente da Direção-Geral da @policiafederal. Iniciamos hoje o processo de transição do cargo para o Dr. Paulo Maiurino, a quem desejo felicidades nessa importante função no @JusticaGovBR.”

No encontro desta quarta, vão ser apresentadas as prioridades da PF e o andamento de alguns temas na corporação, entre os quais: o que precisa andar mais rápido e o que está em ritmo satisfatório.

Fontes disseram à TV Globo que, na reunião, Maiurino deve “tomar pé da instituição”.

Afirmaram também que, inicialmente, a reunião seria entre Anderson Torres e Rolando de Souza, mas, com a troca o comando da PF, a agenda se tornou uma reunião de transição.

Quem é o novo diretor-geral

Maiurino será o terceiro diretor-geral da PF desde o início do governo.

Segundo perfil na página do próprio Maiurino em uma rede social, o novo diretor-geral da PF trabalha como assessor especial de Segurança Institucional do Conselho da Justiça Federal (CJF) e atuou até setembro do ano passado como secretário de Segurança do Supremo Tribunal Federal (STF).

Também atuou no governo estadual de São Paulo como subsecretário de Segurança Pública (2018) e secretário de Esportes (2016-2018).

De acordo com o perfil, Maiurino é delegado desde 1998, chefiou a Interpol no Brasil (2009-2010), trabalhou como assessor de Relações Internacionais da Polícia Federal (2008-2009) e chefiou os departamentos de Organização e Métodos da Diretoria de Administração e Logística da PF; Planejamento e Controle; e a delegacia da PF no Chuí (RS).

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A troca no comando da Polícia Federal no ano passado gerou uma crise no governo, que resultou na demissão do então ministro da Justiça, Sérgio Moro, em abril.

Na ocasião, Moro deixou o cargo argumentando que Bolsonaro havia tentado interferir na PF ao demitir o então diretor-geral da corporação, Mauricio Valeixo, escolhido pelo ministro. Bolsonaro nega a acusação.

Após demitir Valeixo, Bolsonaro nomeou Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que atuou como segurança do presidente e é amigo da família Bolsonaro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, barrou a nomeação de Ramagem para o cargo. Na ocasião, Moraes atendeu a um pedido do PDT e entendeu que houve desvio de finalidade na nomeação.

Bolsonaro, à época, disse que a decisão de Moraes havia sido “política” e nomeou Rolando de Souza como novo diretor-geral da PF.

As acusações de Moro resultaram na abertura de um inquérito no STF, autorizado pelo então ministro Celso de Mello, que atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras.


Fonte: G1 – Política

Portal G1

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