Política

Lewandowski decide que União não pode requisitar agulhas e seringas já compradas por São Paulo

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribuna Federal (STF), decidiu que o governo federal não pode requisitar insumos para vacinação, especialmente agulhas e seringas, já comprados pelo governo do estado de São Paulo. A decisão de Lewandowski é cautelar (provisória).

Na segunda-feira (4), o governo federal informou que requisitou estoques excedentes de fabricantes de seringas e agulhas. A associação que representa o setor informou que a medida abarca 30 milhões de seringas e agulhas.

A requisição administrativa é um mecanismo previsto na Constituição por meio do qual o poder público pode usar temporariamente bens privados “no caso de iminente perigo público”. O governo ainda não informou quanto vai pagar.

O estado de São Paulo acionou o STF para que a requisição não afete insumos já comprados pelo governo estadual, porém ainda não entregues.

“A incúria do governo federal não pode penalizar a diligência da administração do estado de São Paulo, a qual vem se preparando, de longa data, com o devido zelo para enfrentar a atual crise sanitária”, escreveu Lewandowski.

O ministro também disse que, apesar de a União ser responsável por coordenar o Programa Nacional de Imunização (PNI), os estados e municípios têm competência para adaptar a mobilização nacional às realidades locais.

“Haja vista que a competência da União, por meio do Ministério da Saúde, de coordenar o PNI e definir as vacinas integrantes do calendário nacional de imunizações, tal atribuição não exclui a competência dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para adaptá-los às peculiaridades locais, no típico exercício da competência comum de que dispõem para cuidar da saúde e assistência pública”, concluiu Lewandowski.

Com a proximidade da vacinação contra a Covid-19, o governo federal corre atrás de agulhas e seringas para conseguir atender a população.

Uma licitação lançada em dezembro buscava comprar 331 milhões de unidades, mas as empresas que participaram ofertaram 7,9 milhões, o que correspondeu a 2,4% do total.

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro reclamou do preço exigido pelas empresas produtoras. Especialistas afirmam que, se o governo federal tivesse se planejado com antecedência e comprado os insumos em meados do ano passado, quando já se sabia que seria necessários, teria pagado mais barato. O governo vem reiterando nos últimos dias que não faltarão agulhas e seringas.

Nesta sexta-feira (8), o instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, pediu para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização de uso emergencial da vacina Coronavac. Cabe agora à Anvisa analisar o pedido e liberar a aplicação.

A Coronavac é produzida pelo Butantan, em parceria com o laboratório Sinovac. O governo federal anunciou a compra de 100 milhões de doses.

É esperado para os próximos dias o pedido da Fiocruz para o uso emergencial da vacina do laboratório Astrazeneca e da Universidade de Oxford. A Fiocruz é parceira nessa vacina e também vai produzir o imunizante no Brasil.


Fonte: G1 – Política

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