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Indústria se compromete a reduzir 1,15% do consumo de energia por hora durante horários de pico em setembro, diz ONS | Economia

O setor industrial do país se comprometeu a reduzir 1,15% seu consumo de energia por hora durante os horários de pico em setembro, informou nesta segunda-feira (13) o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Em valores absolutos, isso significa 237 megawatts-médios (MWm) por hora. Para termos de comparação, Tocantins consome por hora cerca de 20.521MW médios. Roraima consome cerca de 110 MWm.

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo industrial registrado em julho foi de 20.521MW médios.

Setembro o primeiro mês de funcionamento do programa que incentiva grandes consumidores de energia a reduzir ou deslocar seu consumo de energia para fora dos horários de maior demanda do sistema elétrico. O objetivo é evitar sobrecarga, que poderia levar a apagões pontuais, já que o país vive uma crise energética, com reservatórios das hidrelétricas em níveis baixíssimos.

Crise energética: baixa do nível dos reservatórios compromete as hidrelétricas

O ONS não informou se o volume de redução proposto pela indústria corresponde a uma econoia de fato de energia ou a apenas ao descolamento da carga (transferir a produção para horários fora do pico). As empresas têm as duas opções ao aderir ao programa.

“O montante evidencia a adesão do setor industrial a essa iniciativa relevante para a operação do Sistema Interligado Nacional durante o cenário atual de escassez hídrica no país”, afirmou o ONS em nota.

O programa para a indústria foi lançado pelo governo no fim de agosto. Para aderir ao programa, os grandes consumidores de energia têm de ofertar, pelo menos, uma economia de 5 megawatt (MW) hora, em lotes com duração de 4 a 7 horas.

As ofertas também precisam indicar o dia da semana da oferta, a localidade e o preço em R$/MWh. Cabe ao Operador Nacional do Sistema Elétrica (ONS) receber as ofertas e levá-las para aprovação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

É o ONS quem define a grade horária de ofertas para cada mês, contendo os períodos permitidos para redução/deslocamento da demanda, bem como os horários para a eventual compensação.

Em setembro, por exemplo, o ONS aceitou ofertas para redução de energia nos seguintes horários, considerando o Sudeste: 13h às 17h, 18h às 22h e das 14h às 21h. A grade horária varia conforme cada região do país.

Para o mês de setembro, o prazo de envio das ofertas acabou na sexta-feira (10). Para outubro, as indústrias têm até 17 de setembro para fazer suas ofertas. O programa vai até dezembro.

Segundo a Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), 1,1 mil grandes consumidores de energia estarão aptos a participar do programa. A expectativa da associação é de aumento “expressivo” de ofertas para o mês de outubro.

Consumidores residenciais

Para os clientes atendidos pelas distribuidoras de energia, caso dos consumidores residenciais e pequenos negócios, o governo dará desconto na conta de luz para quem reduzir de forma voluntária o consumo de energia. O programa tem duração prevista até dezembro, mas pode ser prorrogado.

Ganhará o bônus quem diminuir o consumo de energia entre setembro e dezembro em, no mínimo, 10% em relação ao mesmo período de 2020. O desconto vai valer até uma redução de 20%.

O desconto será de R$ 0,50 por cada quilowatt-hora (kWh) do volume de energia economizado dentro da meta de 10% a 20%. O crédito será efetuado na conta de luz de janeiro de 2022.

A comparação será feita com base no somatório do consumo ao longo dos quatro meses – ou seja, o acumulado entre setembro e dezembro de 2021, na comparação com a soma das mesmas quatro faturas de 2020.

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Fonte: G1 – Política

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