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Polícia Civil conclui inquérito de jovem suspeito de torturar e manter namorada em cárcere privado em Juiz de Fora

A Polícia Civil concluiu nesta quinta-feira (8) o inquérito que investiga um jovem de 21 anos por tortura e cárcere privado da namorada de 22 anos, desde dezembro de 2020. A vítima ficou cerca de três meses presa em um apartamento localizado na região central de Juiz de Fora, onde sofria agressões físicas e psicológicas, além de ameaças contra a família dela.

De acordo com a responsável pelo caso, delegada Ione Barbosa, este não é o único caso em que o jovem estava envolvido. Outras duas vítimas procuraram a delegacia para denunciar o suspeito relatando episódios de tortura física, psicológica e sexual. Um pedido de prisão preventiva já foi encaminhado para à justiça.

“É um caso grave, em que o homem não só agredia, mas mantinha as vítimas presas dentro de casa por muitos dias e também as torturava a ponto delas terem que sair daquele ambiente. Uma das torturas era o uso de choque em que ele mantinha as vítimas amarradas em um local molhado e aplicava os choques elétricos, além de outras torturas bárbaras a que essas vítimas eram submetidas”, contou.

A hipótese é de que o jovem, que está sendo conhecido como “Maníaco da Getúlio”, tenha feito outras vítimas. A investigação vai continuar.

“Estamos requerendo a prisão preventiva desse suspeito, tendo em vista que ele é um perigo para a nossa sociedade e principalmente para as mulheres de Juiz de Fora. Nós vamos apurar os outros crimes com relação as outras vítimas”, conclui a delegada.

O suspeito foi detido em flagrante no dia 26 de março, após resistir à prisão e tentar fugir. Na ocasião, ele tentou pular da janela do quarto andar do prédio onde morava em direção a telhados de prédios próximos, até se esconder em uma clínica odontológica na Rua Fonseca Hermes.

Tortura e cárcere privado

De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), a vítima relatou que começou o relacionamento com o suspeito em novembro de 2020 e a partir de dezembro ele deu início ao cárcere, impedindo que ela voltasse para a casa dos pais.

A jovem disse que todo o deslocamento que ela fazia era monitorado por ele, que também ameaçava constantemente ela e a família. Por isso, teve medo de denunciar a situação.

Ainda de segundo o boletim, a namorada relatou que no dia 24 de março de 2021 – um dia antes da prisão – sofreu uma série de torturas físicas e psicológicas após o suspeito ter encontrado mensagens antigas de um relacionamento anterior e ter uma crise de ciúmes.

Ela contou que o jovem amarrou os braços e pernas dela e a faz se ajoelhar nua dentro de um tabuleiro. E, após ele desencapar a ponta de um fio de uma extensão elétrica que estava conectado a energia, começou a aplicar diversos choques no corpo da vítima, a agrediu com socos e chute e tentou estrangulá-la com um pedaço de fio.

A jovem disse que as torturas duraram até 25 de março e que só conseguiu sair do apartamento no decorrer do dia, quando ligou para a mãe e pediu que ela simulasse que era uma cliente e que estava solicitando um serviço estético. Ao saber da prestação de serviço, a menina contou que o namorado concordou em deixar ela sair, já que acreditava que o dinheiro que ela supostamente iria ganhar ia ajudar nas despesas.

Ela conseguiu chegar na casa dos pais e, encorajado por eles, tomou a decisão de denunciar o companheiro.

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Fonte: G1 – Zona da Mata

Portal G1

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