Região

Letalidade por Covid-19 em Juiz de Fora está acima das médias mineira e brasileira, aponta UFJF

O município de Juiz de Fora registra uma letalidade por Covid-19 maior do que as médias mineira e brasileira. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (7) na 18ª edição do Boletim Informativo Covid-19 da Plataforma JF Salvando Todos, elaborado por alunos do Curso de Estatística e pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

De acordo com o grupo, no dia 4 de janeiro, a taxa era de 3,74% no município. Já no Estado, na mesma data, 2,18% e no Brasil, 2,54%.

Ainda segundo o boletim, o Número de Reprodução Efetivo (Rt) esteve abaixo de 1 apenas entre os dias 24 de dezembro e 4 de janeiro no município.

Lembrando que quando é superior a 1, cada paciente pode transmitir a doença para pelo menos mais uma pessoa, configurando a disseminação da mesma.

Juiz de Fora apresentou um valor máximo de 1,31 no dia 22 de dezembro e mínimo de 0,55 no dia 1º de janeiro.

Conforme a Organização Mundial de Saúde, uma das condições para que a pandemia esteja sob controle é de que os valores do Rt sejam menores que 1 persistentemente por pelo menos duas semanas. “Em Juiz de Fora e na Zona da Mata esta condição não foi verificada”, explicou o documento.

  • Juiz de Fora registra mais quatro mortes por Covid-19 no boletim desta quinta

Segundo o boletim, na 53ª semana epidemiológica – 27 de dezembro a 2 de janeiro – Juiz de Fora registrou 455 novos casos confirmados e 41 mortes, uma redução de 46,2% nas notificações positivas e aumento de 24,2% de óbitos em relação à 52ª semana epidemiológica – 20 a 26 de dezembro.

De acordo com Marcel Vieira, um dos autores do documento, os dados sobre os casos registrados é um dos resultados possíveis do “efeito feriado”, ou seja, quando a capacidade de registros pode ser comprometida durante períodos como o Natal e o réveillon.

“É importante aguardar as próximas duas semanas para verificar a real situação. Pode-se passar a impressão de que houve uma redução de casos, quando, na verdade, o que pode ter acontecido é uma redução de registros. Temos que aguardar os efeitos das festas de fim de ano, porque leva algum tempo para as pessoas manifestarem os sintomas e, posteriormente, leva mais algum tempo para o impacto ser refletido no número de óbitos”, finalizou.


Fonte: G1 – Zona da Mata

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