Região

Covid-19: cidades da Zona da Mata e Vertentes permanecem com 19 casos suspeitos de reinfecção pelo coronavírus

Os dados do boletim de reinfecção são fechados às terças-feiras e divulgados semanalmente. As informações da quarta-feira são referentes a 23ª semana epidemiológica de 2021.

Além disso, as regiões têm, ao todo, 12 exames que deram inconclusivos nos municípios e nenhum foi confirmado.

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De acordo com os dados, os municípios de Leopoldina e Ubá têm três casos em apuração. Já Chácara, Cataguases, Juiz de Fora e Muriaé, dois; Goianá, Piraúba, Madre de Deus de Minas, Paula Cândido e Barbacena, um em cada.

Confira a tabela completa com informações na Zona da Mata e Vertentes:

Casos de reinfecção nas regiões

Municípios Em investigação Inconclusivo
Barbacena 1 3
Cipotânea 1
Chácara 2
Goianá 1 1
Juiz de Fora 2
Rio Preto 1
Santana do Deserto 1
Além Paraíba 1
Cataguases 2
Leopoldina 3
Paula Cândido 1
Viçosa 1
Muriaé 2
Piraúba 1
Ubá 3 3
Madre de Deus de Minas 1
Total 19 12

Reinfecção por Covid-19

No mundo, o primeiro caso de reinfecção foi confirmado em agosto em 2020, por pesquisadores de Hong Kong, na China. Já no Brasil, ocorreu em 9 de dezembro do mesmo ano no Rio Grande do Norte.

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De acordo com a SES-MG, já foram 356 casos notificados de reinfecção desde o início da pandemia em Minas Gerais, sendo que 4 foram descartados, 1 confirmado em Sabará e 202 considerados inconclusivos “devido à falta de dados que permitissem a investigação”. Os outros 149 são os que seguem em apuração.

Como os casos são investigados em MG?

As investigações de reinfecção são realizadas por meio do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (CIEVS Minas) em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed) e regionais de saúde.

Pelo protocolo, a SES-MG considera casos suspeitos de reinfecção aqueles em que a pessoa apresentou novo quadro clínico em período acima de 90 dias do primeiro episódio confirmado laboratorialmente.

O que se sabe sobre contaminados pela 2ª vez

Abaixo, em tópicos, o G1 reúne o que as pesquisas e as diretrizes mais recentes dos órgãos de saúde apontam sobre o tema.

  1. O que é a reinfecção?
  2. O que é preciso para atestar um caso de reinfecção?
  3. A reinfecção é comum apenas para o Sars-Cov-2?
  4. Dois testes positivos são suficientes para atestar a reinfecção?
  5. Quais os casos de reinfecção confirmados pelo mundo?
  6. Há casos de reinfecção confirmados no Brasil?

1 – O que é a reinfecção?

A reinfecção acontece quando a pessoa se recupera da Covid-19 e tempos depois ela adoece novamente. Para confirmar a recontaminação, é preciso provar que o código genético do primeiro vírus é diferente do segundo. O código genético é como se fosse uma impressão digital do vírus.

“Você só pode considerar de fato reinfecção quando você tem o sequenciamento das amostras dos dois vírus da infecção”, explicou a epidemiologista e vice-presidente do Instituto Sabin, Denise Garrett.

2 – O que define um caso de reinfecção?

No fim de outubro, o Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica com regras para a definição de casos suspeitos de reinfecção. Para que isso seja caracterizado, o indivíduo precisará de dois resultados positivos de RT-PCR, com intervalo igual ou superior a 90 dias entre os dois episódios, independentemente da condição clínica. O outro ponto é a conservação adequada das amostras.

“A reinfecção por cepas homólogas é uma possibilidade, mas no atual cenário, e em virtude do conhecimento de que o SARS-CoV-2 pode provocar eventualmente infecções por períodos prolongados de alguns meses, faz-se necessário determinar critérios de confirmação, como sequenciamento genômico, para comprovação de que se tratam de infecções em episódios diversos, por cepas virais diferentes”, informou a nota.

3 – A reinfecção é comum apenas para o Sars-Cov-2?

Denise Garrett diz que os casos de reinfecção já eram conhecidos entre pacientes infectados por outros coronavírus comuns. Vírus que causam infecções das vias respiratórias, como a Covid-19, podem ocorrer duas ou mais vezes.

4 – Dois testes positivos são suficientes para atestar a reinfecção?

A imunologista e professora da Faculdade de Medicina e do Instituto de Medicina Tropical da USP, Ester Sabino, explica que o teste RT-PCR (teste que coleta o material da garganta e do nariz do paciente com um cotonete) positivo duas vezes não indica a reinfecção.

“Nós sabemos que reinfecção acontece, mas a ciência não conseguiu definir com qual frequência ela acontece. Os estudos usam métodos complexos para comprovar a reinfecção. É preciso sequenciar os vírus e eles precisam ser de cepas diferentes” – Ester Sabino, imunologista.

Confirmar reinfecções acaba sendo difícil porque, na maioria das vezes, os cientistas não sabem o código genético do vírus que contaminou a pessoa pela primeira vez, para, então, compará-lo com o código do segundo vírus.

“Para provar a reinfecção precisamos sequenciar o genoma do vírus. Esse teste é complicado, especializado. Por isso, é raro conseguir provar que é uma reinfecção”, explicou Garrett.

“É difícil separar os casos de pessoas que ficam com o PCR positivo prolongado, de pessoas que ficaram com o vírus e ele reapareceu, ou se realmente a pessoa pegou de novo”, completou Sabino.

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Fonte: G1 – Zona da Mata

Portal G1

Portal de Notícias da Globo

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