Região

Conheça Chiquinho, cachorro resgatado pelo bombeiro Pedro Aihara

O vira-lata foi abandonado na Cidade Administrativa infestado de pulgas e carrapatos

“Eu não resgatei ele, ele que acabou me resgatando de várias situações difíceis”. Há um ano, o tenente, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Pedro Aihara, conheceu um amor que até então parecia distante. Após um dia de intenso trabalho na Cidade Administrativa, o bombeiro, que ficou conhecido nacionalmente após o trabalho de resgate das vítimas no rompimento da barragem de Brumadinho, conheceu Chiquinho, um vira-lata magrinho e infestado de pulgas e carrapatos.

Se um dia o bombeiro falou que cachorro nunca iria subir em seu sofá, ele estava enganado. “A hipocrisia, não só sobe como ronca”, brinca Aihara, que não se arrepende da decisão de ter adotado o animalzinho.

“Lá na Cidade Administrativa, infelizmente, é uma região com muitos cachorros abandonados. Eu comecei a brincar com ele no caminho do estacionamento até meu carro, ele foi fazendo festa e me seguindo. Quando entrei no carro, ele ficou me olhando. Não teve jeito, fiquei com o coração derretido. Não tinha como deixar ele no estado que ele estava ali. Fui com a intenção de pegar, cuidar, levar no veterinário e ser um lar temporário até que alguém adotasse, mas em 24 horas peguei amor e não teve jeito”, afirma o bombeiro, que ficou com medo da adoção por conta de sua rotina intensa de trabalho.

“Eu não pretendia ficar por uma questão de pensar no bem estar dele, porque morando sozinho e com minha rotina puxada, ficava receoso em não conseguir promover o melhor para ele e adoção é isso, não é um capricho, brincar e dar carinho quando você quer. Mas hoje eu penso que foi a decisão mais acertada. Vale a pena tentar, adaptar a rotina, tudo na vida é flexível”, afirma.

“O Chico me salvou várias vezes, eu estou chateado, ele morde, brinca, faz companhia. Eu acho muito válido se permitir a ter essa experiência, porque é uma relação de amor puro. Quando você adota um cachorro ele percebe, ele sente gratidão e lealdade”, afirma o bombeiro, que não perde a oportunidade de incentivar a adoção e não a compra de animais.

“Dá trabalho sim, dá despesa sim, vai roer eventualmente o seu melhor sapato e comer umas 87 meias suas, mas nada próximo da recompensa sensacional que é ter um bom amigo assim. O amor se desenvolve a partir da prática, do exercício, independe de raça”, pontua.  

 




Fonte: Fonte: Jornal O Tempo

Jornal O Tempo

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