Natureza

Site ligado aos protestos de Hong Kong diz que acesso de usuários foi bloqueado

Um site de Hong Kong chamado HKChronicles, que publica material principalmente relacionado aos protestos antigoverno ocorridos a partir de 2019, disse que o acesso de seus usuários ao endereço foi bloqueado pelos provedores de serviço de internet (ISPs).

O site afirmou que começou a receber relatos de usuários baseados em Hong Kong que diziam que não conseguiram mais acessar acessá-lo a partir de quarta-feira (6).

  • Protestos em Hong Kong: o que ocorreu em 2019 no território

“Após discutir e investigar com nossos apoiadores, descobrimos que alguns provedores de Hong Kong deliberadamente cortaram a conexão para nossos servidores, de maneira que o usuário não possa receber resposta dos nossos servidores, resultado em uma incapacidade de acessar nosso conteúdo”, disse em nota editora-chefe do site Naomi Chan em nota.

O veículo The South China Morning Post, citando fontes anônimas, disse neste domingo que a polícia de Hong Kong havia evocado a lei de segurança nacional da cidade pela primeira vez para bloquear o HKChronicles.

A força policial havia iniciado pedidos para que os ISPs suspendessem o acesso, citando o artigo 43 da lei, segundo reportou o jornal.

“A polícia não vai comentar casos específicos”, disse uma porta-voz do Gabinete de Segurança em uma resposta enviada por e-mail à Reuters após um pedido por comentários. “Ao conduzir qualquer operação, a polícia irá agir com base nas atuais circunstâncias e de acordo com a lei”.

Qual é o status de Hong Kong?

A China cedeu Hong Kong ao Reino Unido em 1842 após a Primeira Guerra do Ópio. Por cerca de um século e meio, o território foi uma colônia britânica.

Só foi devolvido aos chineses em 1997, quando Hong Kong passou a ser uma região administrativa especial da China.

O acordo de devolução estabelecia um modelo conhecido como “um país, dois sistemas” com duração prevista de 50 anos.

À época, ficou acertado que Hong Kong teria seu próprio sistema de leis e independência judicial, preservando certa autonomia em relação à China continental. Diferentemente do resto da China, a população de Hong Kong desfruta, por exemplo, de liberdade de imprensa, de associação e de expressão.

Mas essa autonomia — prevista na chamada Lei Básica — expira em 2047 e não está claro qual será o status de Hong Kong a partir de então.


Fonte: G1 – Economia

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