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PIB do agronegócio cresce 9,8% no 1º semestre puxado por preços altos dos grãos | Agronegócios

O PIB do agronegócio brasileiro cresceu 9,81% no primeiro semestre deste ano, em relação a igual período de 2020, informou em nota o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), nesta quarta-feira (15).

Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso veio da expansão de 14,46% no ramo agrícola, puxada pelos altos preços dos grãos, enquanto a pecuária registra queda de 2,18% por causa da diminuição do abate de bovinos e alta de custos.

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O PIB calculado pelo Cepea e pela CNA leva em conta tudo o que é movimentado dentro e fora da porteira: insumos, agroindústria e serviços. Já o PIB calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considera somente o que é produzido dentro das fazendas.

No início do mês, o IBGE divulgou que o PIB do segundo trimestre de 2021 recuou 2,8%, em relação a igual período de 2020.

Apesar do aumento do setor agrícola, o avanço dos custos com insumos e as quebras de produção em diferentes culturas, devido a seca e geadas, limitaram o crescimento do PIB.

Para os analistas, a recuperação da produção agroindustrial e o forte resultado dos agrosserviços chamaram a atenção.

Na agroindústria, a recuperação do nível de produção foi intensificada a partir de abril, e os setores que se destacaram foram o de produtos e móveis de madeira, de papel e celulose, o setor têxtil e de vestuário, o de produção de conservas e o de bebidas.

A recuperação da agroindústria puxou ainda os serviços do agro, desde comércio e transporte até financeiros, de comunicação, jurídicos, contábeis etc.

A queda de 2,18% na pecuária foi influenciada, especialmente pelo aumento expressivo dos custos com insumos, seja dentro da porteira, na agroindústria ou nos agrosserviços do ramo.

Nas atividades primárias, o PIB cresceu de forma modesta, tendo em conta as fortes elevações dos preços dos animais vivos e do leite. Isso porque a alta dos custos foi mais intensa que as elevações dos valores dos produtos.

Além disso, pesquisadores do Cepea ressaltam que pesou sobre o PIB a menor produção de bovinos no campo – atividade de maior representatividade no PIB do segmento –, que se contrapôs aos aumentos nas produções de frango e suínos.

Na agroindústria pecuária, o cenário foi similar, mas com intensidade ainda maior. Em geral, as elevações das matérias-primas não puderam ser repassadas em mesma medida aos preços negociados, diante da fragilização da demanda doméstica, causando um estreitamento das margens.

Além disso, o abate de bovinos reduziu, devido à escassez de bois no campo.

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Fonte: G1 – Economia

Portal G1

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