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Leilão de aeroportos atrai interessados para todos os 3 blocos; veja grupos da disputa

O leilão de aeroportos que está sendo realizado nesta quarta-feira (7) atraiu interessados para todo os 3 blocos ofertados. A disputa entre os concorrentes que apresentaram propostas segue agora para a fase de lances viva-voz.

O leilão teve início às 10h e está sendo realizado na sede da B3, em São Paulo.

As maiores propostas feitas até o momento garantem ao governo uma arrecadação inicial de mais de R$ 3 bilhões.

Veja abaixo as propostas recebidas na abertura dos envelopes:

  1. Companhia de Participações em Concessões: R$ 2,128 bilhões, ágio de 1.534,36%
  2. Aena Desarrollo Internacional: R$ 1,050 bilhão, ágio de 706,43%
  3. Infraestrutura Brasil Holding: R$ 300 milhões, ágio de 130,41%
  1. Vinci Airports: R$ 420 milhões, ágio de 777,47%
  2. AeroBrasil: R$ 50 milhões, ágio de 4,46%
  1. Companhia de Participações em Concessões: R$ 754 milhões, ágio de 9.156,01%
  2. ACI do Brasil: R$ 9,787 milhões, ágio de 20,15%
  3. Consórcio Central Airports: R$ 40,327 milhões, ágio de 395,06%

O investimento total nos três blocos durante os 30 anos de concessão é estimado em R$ 6,1 bilhões, sendo R$ 2,8 bilhões no Bloco Sul, R$ 1,8 bilhão no Bloco Central, e R$ 1,4 bilhão no Bloco Norte.

Este é o segundo leilão de aeroportos do governo do presidente Jair Bolsonaro. No anterior, realizado em março de 2019, o governo arrecadou R$ 2,377 bilhões à vista com a transferência de 12 aeroportos para a iniciativa privada. O ágio médio foi de 986%.

A 6ª Rodada de concessão de aeroportos abre a chamada “Infra Week”. A semana terá ainda o leilão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) na quinta-feira (8) e de 5 terminais portuários no Maranhão e no Rio Grande do Sul, na sexta-feira (9). O governo espera garantir mais de R$ 10 bilhões em investimentos privados no Brasil com a semana de leilões.

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2 de 2 6ª Rodada de concessão de aeroportos — Foto: Arte G1

6ª Rodada de concessão de aeroportos — Foto: Arte G1

Os 22 aeroportos do leilão foram divididos em três blocos, abrangendo um total de 12 estados:

  • Aeroporto de Curitiba, PR – Afonso Pena (SBCT)
  • Aeroporto de Foz do Iguaçu, PR – Cataratas (SBFI)
  • Aeroporto de Navegantes, SC – Ministro Victor Konder (SBNF)
  • Aeroporto de Londrina, PR – Governador José Richa (SBLO)
  • Aeroporto de Joinville, SC – Lauro Carneiro de Loyola (SBJV)
  • Aeroporto de Bacacheri, PR (SBBI)
  • Aeroporto de Pelotas, RS (SBPK)
  • Aeroporto de Uruguaiana, RS – Rubem Berta (SBUG)
  • Aeroporto de Bagé, RS – Comandante Gustavo Kraemer (SBBG)
  • Aeroporto Internacional de Manaus, AM – Eduardo Gomes (SBEG)
  • Aeroporto de Porto Velho, RO – Governador Jorge Teixeira de Oliveira (SBPV)
  • Aeroporto de Rio Branco, AC – Plácido de Castro (SBRB)
  • Aeroporto de Cruzeiro do Sul, AC (SBCZ)
  • Aeroporto de Tabatinga, AM (SBTT)
  • Aeroporto de Tefé, AM (SBTF)
  • Aeroporto de Boa Vista / RR – Atlas Brasil Cantanhede (SBBV)
  • Aeroporto de Goiânia, GO – Santa Genoveva (SBGO)
  • Aeroporto de São Luís, MA – Marechal Cunha Machado (SBSL),
  • Aeroporto de Teresina, PI (SBTE) – Senador Petrônio Portella,
  • Aeroporto de Palmas, TO – Brigadeiro Lysias Rodrigues (SBPJ)
  • Aeroporto de Petrolina, PE – Senador Nilo Coelho (SBPL)
  • Aeroporto de Imperatriz, MA – Prefeito Renato Moreira (SBIZ)

Juntos, esses aeroportos representam 11% do total do tráfego de passageiros em condições normais de demanda, o equivalente a 24 milhões de passageiros por ano, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Esta é a segunda rodada de concessão de aeroportos realizada em blocos. Ou seja, o vencedor de cada bloco terá de administrar todos os aeroportos que estão no lote.

O vencedor de cada lote terá que pagar, na assinatura dos contratos, o valor de lance mínimo, acrescido do ágio ofertado. Além desse pagamento inicial, as novas concessionárias terão de pagar ao governo um percentual da receita obtida, a partir do quinto ano de contrato. Os percentuais pré-estabelecidos aumentam até o 9º ano do contrato, tornando-se constantes a partir de então até o final da concessão.

A Anac estima uma receita de R$ 14,5 bilhões para todos os contratos de concessão (22 aeroportos no período de 30 anos) sendo R$ 7,4 bilhões para o Bloco Sul, R$ 3,5 bilhões para o Bloco Central e R$ 3,6 bilhões para o Bloco Norte.

67% do tráfego nacional já está privatizado

Desde 2011, as rodadas de concessão de aeroportos no Brasil já concederam o equivalente a 67% do tráfego nacional à iniciativa privada.

Com o leilão desta quarta-feira, o número de aeroportos nacionais administrados pela iniciativa privada passará de 22 para 44.

O governo prevê realizar até dezembro a relicitação do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, em Natal (RN). Para 2022, está previsto o leilão da 7ª rodada, que incluirá Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP).

Programa de privatizações

A expectativa do Ministério da Infraestrutura é realizar mais de 50 concessões no setor em 2021, considerando apenas as privatizações de aeroportos, rodovias, ferrovias e terminais portuários. E a promessa é de contratar R$ 260 bilhões em investimentos transferidos para a iniciativa privada até o fim do governo Jair Bolsonaro.

Segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, a repercussão econômica desse investimentos deve começar a ser sentida a partir de 2024, quando os projetos começarão a ser materializados.

A previsão do governo Bolsonaro é leiloar em 2021 um total 129 ativos, considerando todos os projetos federais do programa federal de privatizações, que prevê inclusive a desestatização de 9 estatais neste ano. De acordo com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), considerando apenas os leilões já agendados, são esperados R$ 59 bilhões em investimentos.


Fonte: G1 – Economia

Portal G1

Portal de Notícias da Globo

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