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Mourão chama Argentina de ‘eterno mendigo’ e diz que Brasil deve ter responsabilidade fiscal

O vice-presidente Hamilton Mourão chamou nesta quinta-feira (8) a Argentina de “eterno mendigo” ao dizer que o Brasil deve ter responsabilidade fiscal.

Mourão deu as declarações ao participar de um encontro virtual com empresários. Na reunião, abordou a polêmica sobre o Orçamento da União de 2021, que tem gerado divergências entre o Congresso Nacional e o governo.

“A mensagem que eu deixo é esta: nós não podemos fugir da âncora fiscal, porque, senão, o país quebra. E, se o país quebrar, nós vamos ficar igual ao nosso vizinho do sul, igual à Argentina, eterno mendigo”, afirmou o vice-presidente.

A Argentina é o principal parceiro comercial do Brasil na América do Sul e um dos principais parceiros econômicos no mundo.

A relação entre os dois países, no entanto, tem registrado atritos desde que o presidente Jair Bolsonaro decidiu apoiar publicamente a reeleição de Mauricio Macri, derrotado por Alberto Fernández nas eleições. Fernández é aliado político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Situação semelhante aconteceu com os Estados Unidos. Isso porque Bolsonaro apoiou publicamente a reeleição de Donald Trump, derrotado por Joe Biden.

A Argentina é, historicamente, um dos principais parceiros políticos e econômicos do Brasil.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a Argentina é o terceiro maior destino das exportações brasileiras.

Ainda de acordo com o Itamaraty, a corrente de comércio bilateral alcançou US$ 26 bilhões em 2018.

“No plano político, a proximidade com a Argentina constitui pilar importante do esforço de construção de um espaço de paz e cooperação no entorno brasileiro. A alta densidade da cooperação política entre ambos os países reflete-se nos frequentes encontros e visitas bilaterais em nível presidencial e ministerial”, diz texto publicado no site do Itamaraty.

Bolsonaro e Alberto Fernández nunca se encontraram pessoalmente desde as eleições argentinas, mas já tiveram reunião por meio virtual.

No mês passado, durante reunião do Mercosul, Bolsonaro ressaltou que eventuais diferenças políticas entre os membros do bloco não podem afetar a integração nem o desenvolvimento econômico da região.

Bolsonaro, no entanto, saiu do encontro de cúpula antes de a videoconferência terminar. A ausência do presidente na sequência da reunião chegou a ser mencionada pelo chanceler da Argentina, Felipe Solá.


Fonte: G1 – Mundo

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