Esporte

conheça a história do Boxe feminino

O Boxe é considerado um dos esportes mais violentos do mundo e para muitas pessoas, a prática está diretamente relacionada à masculinidade. No entanto, a cada dia, as mulheres vêm ganhando espaço em territórios até então dominados exclusivamente por homens. Com a popularização dos esportes de luta e dos torneios do UFC, é comum vermos atletas femininas dando um show no ringue. Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que algumas atletas precisaram enfrentar outras batalhas, dessa vez, nos tribunais para conquistar o direito de lutar Boxe . A história do Boxe feminino é repleta de curiosidades que poucos conhecem e vale a pena conhecer um pouco mais sobre ela.

Os primeiros registros

Os primeiros registros de combates esportivos entre mulheres datam do século XVIII em Londres, na Inglaterra. Em 1714, o boxeador James Figg fundou uma academia de Boxe onde também era permitido às mulheres treinarem. E foi nesse lugar, que Elizabeth Wilkinson se tornou a primeira campeã registrada da história, ganhando o torneio realizado em um circuito interno. A vitória de Elizabeth não fomentou a modalidade e o Boxe feminino permaneceu esquecido por um tempo. Foi apenas nas Olimpíadas de 1904, nos Estados Unidos, que reapareceu como uma mera demonstração ao público.

Barbara Buttrick

Nascida na Inglaterra, em 1929, Barbara foi a primeira figura pública do Boxe feminino profissional. Em 1949, com então 18 anos, a atleta já vivia exclusivamente do esporte, mas era fortemente criticada. Segundo palavras de Buttrick “A ideia de que a mulher não deve lutar boxe é antiquada. As meninas já são mais flores delicadas como eram antes. E se meu namorado não se importa, por que eu deveria me importar?”. Em 1952, a atleta se mudou para os Estados Unidos e, dois anos depois, foi a primeira boxeadora a ter uma luta transmitida pela TV. Em 1957, Barbara Buttrick se tornou a primeira mulher a ganhar um campeonato mundial de Boxe reconhecido. Em 1960, se retirou do esporte e fundou a Federação Mundial de Boxe Feminino.

A luta nos tribunais

Em 1975, Cathy Davis, Jackie Tonawanda e Marian Trimiar processaram o estado de Nova York após pedir licenças para boxear e terem sido negadas. O caso teve grande difusão midiática o que despertou a atenção para o boxe feminino. Além disso, em 1987, Marian fez uma greve de fome durante 1 mês pelos direitos das mulheres no boxe.

Em 1992, Gail Grandchamp, do estado de Massachusetts (EUA), conseguiu que a Corte Suprema do Estado reconhecesse seu direito de boxear após 8 anos de julgamento. No entanto, não pode lutar, pois já havia superado a idade máxima de 36 anos, permitida para atletas amadores.

Na atualidade

Em 1993, a associação USA Boxing aceitou regularizar o Boxe feminino no país. No entanto, o Boxe profissional feminino moderno, nasceu quando Christy Martin e Deirdre Gogarty lutaram de fundo num evento onde a luta principal seria de Mike Tyson e Frank Bruno. A luta das boxeadoras foi tão violenta e temperamental que tirou a atenção do público para a luta principal. Graças a esse evento, a Associação de Boxeo Amateur do Reino Unido anulou a lei de 1880 que proibia as mulheres de lutar. Em 1997, foi realizado o primeiro campeonato de Boxe feminino dos Estados Unidos. E, em 2012, a modalidade foi incluída finalmente nas Olimpíadas.




Fonte: Fonte: Jornal Extra

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