Esporte

Champions abre fase de grupos com divisão de favoritismo na Europa e atenta a novas versões de Messi e Ronaldo

Apesar de toda a sua tradição, o Chelsea foi um inesperado vencedor da Liga dos Campeões na temporada passada. Enquanto os olhares do público estavam voltados para o Paris Saint-Germain de Neymar ou o Manchester City de Pep Guardiola, o clube inglês trocou de treinador, se reforçou com jovens atletas e foi derrubando gigantes até somar a segunda taça continental à sua galeria. Nesta temporada, seu status mudou. E ao estrear hoje, diante do Zenit, da Rússia, às 16h (de Brasília, com transmissão do Space), no Stamford Bridge, os Blues representarão a descentralização do poder entre os favoritos, um fato marcante desta edição.

O Chelsea entra como forte candidato ao título, mas divide esse posto com pelo menos mais quatro clubes — PSG, Manchester City, Manchester United e Bayern — naquela que é apontada como a Champions mais forte de todos os tempos. Dos 13 maiores campeões da competição, 12 estão presentes — a única ausência é o Nottingham Forest, atualmente na segunda divisão inglesa.

Além de movimentações de mercado que fizeram astros como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo trocarem de casa, clubes como o próprio Chelsea investiram e se reforçaram para serem postulantes ao troféu.

— Eu entendo que o Chelsea, pelo peso que tem, entra numa competição como essa sempre pensando em chegar às fases finais, para ter a chance de levantar a taça. O fato de sermos os atuais campeões não muda isso. É uma nova competição, uma nova história e temos que construir passo a passo — disse ao GLOBO o zagueiro e capitão Thiago Silva.

O favoritismo do Chelsea passa pela manutenção das principais peças do elenco e a contratação do atacante Romelu Lukaku, ex-Inter de Milão. A base montada pelo técnico alemão Thomas Tuchel segue presente, com os destaques Kai Havertz, Mason Mount, Jorginho e N’Golo Kanté em alta. Mas o reforço do centroavante belga fez a principal deficiência da equipe ser suprida. Criticado, Timo Werner deu lugar para o artilheiro do último Campeonato Italiano e um dos principais goleadores da temporada.

— Não é fácil ser bicampeão. Nos últimos trinta anos, só o Real Madrid conseguiu esse feito. Acredito que com muito trabalho, respeitando cada um dos nossos adversários, nós temos as condições necessárias para buscar essa marca também — completou Thiago Silva.

Quem tentará estragar a festa dos favoritos nesta primeira rodada é o volante brasileiro Wendel, ex-Fluminense, um dos destaques do Zenit na temporada. Ele e os campeões olímpicos Claudinho e Malcom são a esperança dos russos para colocar água no chope dos ingleses.

— A gente sabe que caiu em um grupo complicado, mas o nosso time vem se fortalecendo desde a temporada passada e as ambições do clube são grandes. No papel, essa estreia contra o atual campeão, fora de casa, talvez seja o jogo mais difícil da primeira fase. Acaba sendo uma oportunidade da gente causar uma boa impressão — avalia o volante.

Outro clube inglês que estreia hoje com status de favorito é o Manchester United. Comandado por Cristiano Ronaldo, que estreou marcando dois gols sobre o Newcastle no sábado, na Premier League, o clube enfrenta o Young Boys (às 13h45, com transmissão da TNT).

Na temporada passada, o United sequer passou da fase de grupos. A volta de Cristiano mexe com o lado técnico e motivacional do elenco, e o técnico Ole Gunnar Solskjaer afirmou que o objetivo é chegar até a final:

— Sabemos que vai ser difícil. Sempre é. Mas adicionamos qualidade, experiência e juventude ao time e esperamos estar mais bem preparados para o que está por vir.

Cristiano Ronaldo, que vai voltar a vestir a camisa 7 vermelha por uma competição europeia desde a final da temporada 2008/2009 (quando foi derrotado pelo Barcelona de Messi), não esconde a empolgação com o momento atual dos Reds:

— Temos um ótimo time, jovem e com um técnico fantástico. Estamos num bom caminho, precisamos ganhar os jogos, ganhar confiança, construir o time. Todos têm que fazer o seu trabalho.

A redistribuição de poderes na Europa também pode ser vista no confronto entre Bayern de Munique e Barcelona (às 16h, com transmissão da TNT). Um dos maiores clássicos da Europa, que sempre reuniu dois favoritos, agora vê apenas o lado alemão despontar como candidato ao título — e isso vai muito além da goleada por 8 a 2 aplicada nas quartas de final da edição retrasada da Liga dos Campeões, quando o Bayern ficou com a taça.

Com a saída de Messi, o clube catalão tenta iniciar um projeto de reconstrução que parece deixar o título desta temporada como algo pouco provável. Mesmo assim, a camisa azul e grená é pesada e o duelo de hoje no Camp Nou deve ser um dos grandes jogos da rodada.

Goleiro do Bayern, Neuer mantém a cautela ao analisar o adversário desta tarde:

— Tanto nós quanto eles (Barcelona) tivemos mudanças nos elencos e penso que serão dois jogos muito disputados. O Barcelona nunca será uma equipe fraca. Não vou entrar em campo mais tranquilo pelo fato de Messi não estar em campo. Eles têm bons jogadores no ataque que talvez sejam mais imprevisíveis agora.

Comandado pelos gols de Lewandowski, o clube alemão buscou reforços caseiros para tentar reconquistar a Europa. O Bayern contratou o treinador (Julian Nageslamnn), o melhor zagueiro (Dayot Upamecano) e o principal destaque do RB Leizpig (Marcel Sabitzer), que foi o segundo colocado na Bundesliga da temporada passada.

Amanhã a Champions terá outros grandes favoritos estreando, como Manchester City, Liverpool e Real Madrid, mas nenhum jogo deve despertar tanta atenção quando o duelo do PSG contra o modesto Brugge. De acordo com o jornal francês “L’Equipe”, o técnico Mauricio Pochettino deve escalar Messi, Mbappé e Neymar juntos pela primeira vez. Sorte dos apaixonados pelo futebol, azar dos belgas.




Fonte: Fonte: Jornal Extra

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